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Mostrando postagens com o rótulo Responsabilidade

Filosofia, Política e Educação

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A Sombra da Redenção

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A Educação e a Neurociência

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Série: Prosperocracia — fé, poder e a moral do sucesso; Texto 6 — O perigo da naturalização

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  Toda sociedade possui ideias que aprende a enxergar como naturais. Algumas dessas ideias ajudam a construir convivência, solidariedade e pertencimento. Outras, porém, se tornam tão presentes no cotidiano que deixam de ser percebidas criticamente. E talvez seja justamente aí que mora um dos maiores perigos do nosso tempo. Ao longo desta série, tentamos observar um fenômeno que parecia disperso, mas que, aos poucos, foi revelando uma lógica própria. No primeiro texto, buscamos dar nome a esse movimento. Chamamos de Prosperocracia a ideia de que o sucesso deixa de ser apenas resultado de condições, escolhas e trajetórias… para se transformar em sinal de valor moral, legitimidade e até bênção. No segundo texto, refletimos sobre a relação entre mérito e prosperidade. Observamos como o sucesso pode deixar de ser entendido apenas como fruto de esforço… e passar a ser interpretado como evidência de eleição simbólica. No terceiro, percebemos que essa lógica não necessariament...

É possível sair desse ciclo?

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  Entre escolhas, responsabilidade e o difícil caminho de pensar por si Depois de percorrer esse caminho, do comportamento ao ambiente, da mente à comunicação, e, por fim, ao vazio, talvez a pergunta mais importante seja também a mais difícil: há saída? Porque entender o problema não garante a solução. E, no caso da idolatria, a resposta não é simples. Mas também não é inexistente. O primeiro passo: aprender a pensar Se existe um ponto de partida, ele está na educação. Mas não qualquer educação. Não apenas aquela que transmite conteúdo, mas aquela que forma consciência. O educador Paulo Freire defendia que educar é um ato de libertação. Não no sentido de romper com tudo, mas de permitir que o indivíduo compreenda o mundo e se reconheça como parte ativa dele: aprender não é repetir; é compreender, questionar, reconstruir Sem isso, a dependência permanece. Liberdade exige condições Mas há um ponto que não pode ser ignorado. Não basta dizer que as pessoas precisam pe...

Todo ato é político: minha reflexão sobre o voto e a responsabilidade de existir no Brasil

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  “Todo ato é político. Assim sendo, não há neutralidade. O fundamental é entender as intenções deste ato. Desta forma, não existe a possibilidade de coexistir sem política .”   Essa frase me veio de repente, quase como um aviso interior. Não sei se a ouvi antes em algum livro ou se ela apenas amadureceu em mim ao longo do tempo, mas sei que, desde que a formulei, ela me persegue como verdade difícil de ignorar. Quanto mais reflito, mais percebo: não existe vida fora da política . Há apenas vida consciente de sua dimensão política; e vida que foge dela, iludida. Passei a compreender com mais profundidade que viver é, o tempo todo, tomar posição. Mesmo quando acho que estou apenas cuidando da minha própria vida, trabalhando, educando, calando ou opinando nas redes, estou jogando alguma influência no mundo. Nesse ponto, me sinto muito próximo da compreensão de Hannah Arendt, que enxergava a política como algo que nasce simplesmente do fato de existirmos entre outros. O sim...

"Fazer o direito ou fazer justiça?"

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  Muitos entram no curso de Direito acreditando que vão defender a justiça . Sonham com tribunais onde a verdade sempre vence, onde cada pessoa tem o que merece e onde o sistema funciona como um grande guardião do bem comum. Mas, com o tempo, a realidade cobra uma pergunta incômoda: o direito é, de fato, sinônimo de justiça? A frase “Não faça só o direito, mas faça justiça” revela um conflito profundo. Ser um bom advogado, juiz ou promotor não é apenas conhecer as leis. É lidar com um dilema ético que acompanha cada decisão: seguir a norma ou ouvir a consciência? O peso da escolha Nos tribunais, não raro, vemos profissionais que usam a lei para criar narrativas , distorcer fatos e amenizar a culpa de quem cometeu erros claros. Não é incomum que se mintam verdades, que se escondam provas, que se transformem culpados em vítimas e vítimas em culpados. E tudo isso… dentro da lei . Mas será que o simples fato de ser legal torna uma ação justa? Será que a ética pode se calar ...